segunda-feira, 28 de maio de 2012

DEPRESSÃO

Graça e Paz.

Decidi escrever-vos sobre a depressão e como podemos ajudar aqueles que sofrem terrivelmente desta causa. Faço-o porque eu também fui vítima da depressão e sei por experiência a angústia de padecer deste terrível mal e das consequências nefastas que ocasiona.

Todos precisamos de saber que o foco da depressão é a opressão. O deprimido nada mais vê senão a opressão a que está sujeito. Não consegue libertar-se da causa da opressão e por essa razão vai-se exaurindo nos pensamentos e nas energias até que busca refúgio em algum lugar, acossado, pelo medo, do opressor que o persegue.
Encontramos nas Escrituras que o profeta Elias depois de ter desafiado os profetas de Baal para que se provasse qual era o Deus verdadeiro, caiu numa profunda depressão quando soube que Jezabel o mandou perseguir para o matar, I Reis 19:2.
Elias, encontrou na fuga uma possível solução e refugiou-se debaixo de um zimbro e desejou a morte. Então Deus começou a tratar da sua depressão, desviando-o do foco que o oprimia. Enviou-lhe um anjo com pão e água e depois fê-lo despertar para a grandeza de Deus e com isto a atenção de Elias desviou-se do opressor para Aquele que se lhe revelava, I Reis 19:5-15.
Sabemos que a depressão se manifesta quando o homem está debilitado pela perda, culpa e vitimização A consciência do homem perante estes factos, não achando solução, dá lugar àquilo que chamo de foco da opressão. É pois necessário libertar o deprimido do agente opressor. Esta é a missão que cabe a todos nós que desejamos ajudar aqueles que sofrem deste mal.
Um dia, um amigo meu pediu-me que eu visitasse uma senhora que estava em estado de depressão. Quando entrei no quarto vi que a pessoa estava com aspecto muito angustiado de como quem se queria libertar mas não o conseguia. Então eu disse-lhe: Levante-se, vá tomar o seu banho, vista-se e vá para o seu trabalho pois precisam muito de si. Mais tarde passei no local de trabalho e lá estava ela na sua actividade, num dinamismo impressionante e confidenciou que depois de ter feito aquilo que eu lhe tinha dito, recuperou-se da depressão.
Outra vez visitei um hospital em Krugersdorp, na África do Sul, para visitar um jovem que sofria de problemas psíquicos. Muito me impressionou ver uma jovem numa sala sózinha, tipo cela. Perguntei à enfermeira a razão pela qual ela estava naquele isolamento.
Informou-me que era porque era agressiva e tinha atitudes de querer agredir violentamente as pessoas. Perguntei então à enfermeira se podia entrar naquela cela para poder falar à paciente. Depois de autorizada pelos médicos lá me foi dizendo para eu me acautelar caso ela me quisesse estrangular. Entrei então na cela e dialogando com a moça me apercebi de que ela sofria terrivelmente da opressão de culpa. Ministrei-lhe a Palavra e ela começou a entender que todos nós fazemos coisas horríveis e que ela era uma criatura como todos os outros só que tinha considerado a sua culpa como um caso sem solução. Vi que a causa da culpa estava focada pela opressão e que ela não podia libertar-se, sózinha daquela situação. Então eu disse-lhe que a única razão porque Jesus tinha nascido, não era para que todos celebrassem o Natal mas para que considerássemos que Ele levou a nossa culpa, no Calvário. Que ela já não deveria envergonhar-se nem dar importância ao sentimento de culpa porque Jesus já a tinha perdoado. Mudando o foco do opressor para o Salvador, isto numa sexta-feira fez que esta moça estivesse na igreja no domingo próximo.
Recebi há dias uma carta do Dr. Eric, um psicanalista que me costuma escrever e ele dizia que perante os problemas tínhamos que nos libertar deles remetendo-os para o subconsciente. Queria ele com isto dizer que quando não conseguimos conscientemente resolver os problemas não vale a pena ficar petrificados neles. O nosso subconsciente tratará de resolver o problema e isto devido a uma soma de conhecimentos aprendidos durante a nossa vida e que depois nos faz saber na consciência o resultado de como agir.
O meu amigo deve saber que quando não se lembra por exemplo do nome duma pessoa, se ficar muito tempo a pensar qual é o nome dessa pessoa cada vez mais a situação piora. Se disser, hei-de-me lembrar, mais tarde vem-lhe ao consciente a lembrança do nome.
Tudo isto para dizer que enquanto estamos debaixo do foco da opressão ficamos deprimidos e sem solução.
O rei Salomão homem que Deus capacitou com sabedoria, assim escreveu:
“Confia no enhor de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos e Ele endireitará as tuas veredas, Pv 3:5 e 6.”
Finalmente direi que depois de confiarmos a Deus aquilo que nos oprime devemos de mudar de pensamento porque se mantivermos o foco no opressor, ficaremos petrificados como aconteceu com a mulher de Ló.
Nos dias de hoje em que estamos debaixo de uma grande crise financeira, social, entre outras, não se esqueça de confiar a Deus as suas perdas, culpas e a tendência de se fazer de vítima e procure louvar a Deus, visite necessitados, faça o bem ao próximo porque Deus, com toda a certeza que trabalha para aqueles que crêem n’Ele, Is 64:4.



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